Pétalas e pedaços

Sabe, eu nunca acreditei no amor. Não por "estranhos".
Até que eu o conheci, criança ainda.
Eu não entendia como as garotas da minha idade (ou mais velhas) e as mulheres falavam de amor e achavam normal. Pra mim não era normal.
O tempo foi passando e eu me acostumei com aquilo e se a atração por alguém fosse forte eu dizia "gostar". Paixão já era forte, quem dirá amor.
Até que "adolesci" e a coisa ficou diferente. Mas não com qualquer um, era só com ele.
Eu sempre achei que fosse amizade. Eu nunca me conformei com a ideia de não gostar dele: de amá-lo.
Até o dia em que eu assumi pra mim mesma e para minha melhor amiga que sim, eu o amava. De qualquer forma, era segredo, visto que uma outra amiga também sentia a mesma coisa por ele.
 O maior problema era que eu queria ajudá-la! Era difícil, porém eu sempre ajudei na questão "ele e ela", sendo que depois sentia um aperto no peito. 
Minha amiga não sabia e eu me culpava todos os dias por isso.
O tempo foi passando e eu continuava a amá-lo cada vez mais. E sempre desconfiando do "amor".
Sabe a parte mais difícil disso? Ter que dar conselhos sobre como ele pode ficar bem ao lado de outra pessoa. Só que dessa vez não minha amiga, uma estranha. O que acredite: doía bem mais.
Mas eu o amava e lhe atendia com toda boa vontade do mundo. Queria que ele fosse feliz, não importava se ao meu lado ou a quem quer que fosse, desde que a pessoa se empenhasse a cuidar dele.
Eu pedia a Deus que pudesse lhe proteger e cuidar tanto quanto eu o faria. E sei que ele o faz, o que me conforta.
Mas daí, entra a questão do amor... De você se omitir por tanto tempo e querer juntar a outra pessoa com quem ela ama de verdade, só em troca da felicidade (única e exclusiva) dela.
Isso eu acho justo. Sempre me disseram que o amor não era egoísta.
Mas você sabe o tal do "eu te amo", que proferimos o tempo inteiro?
Essa sim, é uma das partes que me fazem desconfiar do amor.
Agora, você sabe o motivo?
Além das pessoas terem banalizado a frase, eu sei que não posso contar quantas vezes eu disse a ele "eu te amo" e o sentido foi tão vago que ele não entendeu.
A frase não era um eu te amo , era um EU TE AMO!, mas ele não soube interpretar como eu quis. O "eu te amo" tinha como que o mesmo significado do "estou com saudades".
E eu com raiva do amor, fiz do "eu te amo" o "estou com saudades", que me soa mais verdadeiro e intenso do que qualquer outra frase. E às vezes, pode fazer os dois papéis, já que você não sente saudades daquilo que não ama, daquilo que não te faz bem...
No final, o amor só me deixa aos pedaços. A Flor? Em pétalas.
E aquela insegurança continua aqui. De que nunca pode dar certo.
Mas eu não sei que sentimento é esse, que ainda me faz ter 'esperanças'.
Me faz acreditar que pode não ser aqui, nem agora... Mas há uma voz aqui dentro que diz "ainda vamos ficar juntos".

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