A Saga Los Hermanos


Dia 27/05/2012 - Fundição Progresso
E tudo então teve início numa madrugada pós festa de família. Eu com esperanças perdidas de ir ao show devido a ingressos esgotados, fora a não permissão dos meus pais, tive então uma luz no fim túnel. No dia seguinte, venderiam mais lotes para shows em datas posteriores aos antes já esgotados. 
Eu de certa forma, pensei que não iria, já que minha mãe sempre foi muito rígida quanto a ir em shows relativamente longes e a noite, claro. 
Pedi com jeitinho e meu pai então resolveu deixar que eu fosse. Dormi pouco mais de 3 horas, já que chegamos em casa pela madrugada e partimos em busca dos ingressos. 
Chegando a bilheteria, nos deparamos com uma fila que se assemelhava um Bloco de Carnaval. Minha reação foi colocar as mãos na cabeça e quase chorar. "- Já era", disse a minha irmã. Nunca conseguiríamos comprar ingressos naquela fila inacabável, com certeza antes de pensarmos em chegar no posto de venda eles já estariam esgotados e todo cansaço por ficar em pé e expostas ao Sol seriam vãos. 
Foi então que eu, minha irmã e uma coleguinha feita no local partimos para um loja no shopping a espera de outros lotes de ingressos. 
Nada feito, depois de uma hora de espera, descobrimos que não venderiam mais. Partimos na contramão para Gávea e conseguimos enfim comprar os ingressos. 
Levariam 5 meses para o show. A cada dia que se passava a ansiedade aumentava. Eis que chega o grande dia.
Tudo planejado começa então a falhar: assim que pegamos a condução, lembramos que esquecemos os ingressos. Culpa minha? Da minha irmã? Tanto faz. O ônibus custou a passar e agora precisaríamos descer. 
A ideia era chegar cedo para pegar bons lugares, já que nossa câmera não é tão boa assim. 
Plano de bom lugar na arquibancada frustrado, pedimos para que nossa mãe nos levasse os ingressos. Por sorte o ônibus chegou junto com ela, numa quase-perfeita sintonia. Partimos enfim para Lapa, especificamente, para Fundição Progresso!
Chegamos lá, esperamos a amiga da minha irmã e então entramos. Os bons lugares, obviamente sem vagas. Conseguimos por sorte um bom lugar na lateral, tirando o fato de ter uma caixa gigante frente a parte do palco. Não foi muito empecilho assim para assistir o show, mas como na foto da ilustração, não nos rendeu boas fotos. Decidimos então fazer alguns pequenos vídeos, só por recordação mesmo. Começamos logo então a contagem regressiva de uma hora para o show.
O que seria uma hora de espera pra quem esperou 5 meses? O tempo não colaborou e se arrastou vagarosamente, minuto a minuto. 
Assim que os lugares foram superlotando, o lugar em que estávamos também. E um grupo de amigos (muito desagradáveis, diga-se de passagem) começou a usar táticas para pegar nosso lugar na grade. Fomos "encoxadas", pisadas, alisadas, cuspidas e com certeza temos bem menos audição do que antes de ir ao show devido a gritos completamente histéricos bem nos nossos ouvidos. Tudo bem que não se pode ter controle, ainda mais para o show que foi, mas a coisa tava ficando realmente pessoal. 
Eis que a câmera decide dar problema. Ficar com a bateria fraca, travar, apitar falta de memória mesmo sem estar. 
Dessa vez eu não me abalei. Não conseguiria fazer muita coisa com aquela caixa gigante na frente mesmo. O jeito era curtir, guardando memórias tão físicas quanto um bom vídeo ou fotografia.
Esperamos com todas as nossas expectativas frustradas as luzes apagarem, novamente acenderem e aí sim, tudo então fez sentido!

Um comentário:

  1. Que batalha para ver um "simples" show, não é mesmo? Passei por algo semelhante para conseguir ver o show de Lenine, mas na hora H tudo correu bem.
    Enfim, quando a música é boa, todo esforço vale a pena, ou como dizem, a galinha inteira.

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